Tarifas sobem 7,25% em Goiás e 1,92% no DF em 22 de outubro

ANEEL aprova alta média de 7,25% para a Equatorial Goiás e resultado provisório de 1,92% para a Neoenergia Brasília, com vigência em 22 de outubro.

Medidor de energia elétrica instalado em poste, em imagem ilustrativa
Photo by Doris Morgan on Unsplash

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou novos valores para as tarifas da Equatorial Goiás e da Neoenergia Brasília. Os efeitos médios para os consumidores cativos são de 7,25% em Goiás e 1,92% no Distrito Federal, com vigência a partir de 22 de outubro de 2026.

Os percentuais são médias regulatórias, não uma previsão uniforme para todas as contas. O efeito efetivo varia conforme a classe de consumo, o nível de tensão, o perfil de uso, a incidência de tributos e outros componentes da fatura.

Índices aprovados para Goiás e Distrito Federal

DistribuidoraResidencial B1Baixa tensãoAlta tensãoEfeito médio
Equatorial Goiás7,36%7,26%7,22%7,25%
Neoenergia Brasília1,11%1,06%4,27%1,92%
Índices informados pela ANEEL para vigência em 22 de outubro de 2026.

Em Goiás, a Equatorial atende cerca de 3,67 milhões de unidades consumidoras. No Distrito Federal, a Neoenergia Brasília atende aproximadamente 1,2 milhão. Somadas, as duas áreas reúnem cerca de 4,87 milhões de unidades.

Equatorial Goiás terá reajuste médio de 7,25%

O Reajuste Tarifário Anual de 2026 da Equatorial Goiás produz efeito médio de 7,25%. Para consumidores residenciais B1, o índice informado é de 7,36%. A média da baixa tensão ficou em 7,26%, enquanto a alta tensão terá efeito médio de 7,22%.

Segundo a ANEEL, pesaram no cálculo os custos de distribuição, transporte e aquisição de energia, além dos encargos setoriais e de componentes financeiros. A Agência não apresentou, na notícia oficial, uma decomposição numérica de quanto cada fator contribuiu para o resultado.

Revisão da Neoenergia Brasília é provisória

No Distrito Federal, a revisão tarifária periódica de 2026 foi aprovada em caráter provisório. O efeito médio é de 1,92%, mas há diferença relevante entre os grupos: 1,06% para a baixa tensão e 4,27% para a alta tensão. Para consumidores residenciais B1, o índice é de 1,11%.

A ANEEL informou que o resultado definitivo só será divulgado após a fiscalização de inconsistências encontradas nos dados de mercado da distribuidora. Segundo a Agência, os problemas decorreram da implantação de um novo sistema comercial e permanecem sob análise.

Por isso, o índice de Brasília em vigor a partir de 22 de outubro não deve ser tratado como encerramento definitivo do processo. Uma eventual decisão posterior poderá ajustar o resultado quando a fiscalização terminar.

Reajuste e revisão não são o mesmo processo

A decisão de Goiás é um Reajuste Tarifário Anual, mecanismo que atualiza periodicamente os custos reconhecidos na tarifa. A decisão do Distrito Federal é uma Revisão Tarifária Periódica, processo mais amplo que reavalia custos eficientes de distribuição, metas de qualidade e perdas de energia, além de componentes do Fator X.

Nos dois procedimentos também entram custos de compra e transmissão de energia e encargos setoriais. Para entender como esses elementos aparecem na fatura, a Eletropauta mantém um guia sobre TUSD e TE na conta de energia.

Os novos índices se somam a outros processos tarifários deliberados pela Agência em outubro. Em São Paulo, por exemplo, as tarifas de EDP SP e CPFL Piratininga passam a valer em 23 de outubro, conforme a cobertura anterior da Eletropauta.

O que conferir na fatura

  • o grupo e o subgrupo tarifário da unidade consumidora;
  • o período de leitura, que pode reunir dias antes e depois da vigência;
  • o consumo medido em quilowatt-hora;
  • tributos, iluminação pública e eventuais benefícios ou descontos;
  • na área da Neoenergia Brasília, futuras comunicações sobre a conclusão da revisão definitiva.

A comparação entre os índices médios e a variação de uma fatura individual exige cautela. Além da tarifa, o valor final depende do consumo e dos demais itens cobrados no período.

Fontes primárias

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