CMO do Norte cai 75,3% e recua para R$ 461/MWh

CMO do Norte cai de R$ 1.866,74/MWh para R$ 461,46/MWh; nos demais subsistemas, recua para R$ 42,43/MWh.

Atualização de 26 de setembro de 2026: o Custo Marginal de Operação (CMO) médio do Norte caiu 75,3%, de R$ 1.866,74/MWh para R$ 461,46/MWh, na semana operativa de 26 de setembro a 2 de outubro. Nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste, o valor recuou 56,7%, de R$ 97,89/MWh para R$ 42,43/MWh.

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O PMO de outubro do ONS prevê precipitação superior à média em bacias das regiões Sul e Sudeste/Centro-Oeste. No Norte, o CMO permanece cerca de 10,9 vezes acima dos demais subsistemas; o relatório informa geração minimizada para preservar recursos para os últimos meses do ano, mas não decompõe a queda semanal por causa. O CMO continua sendo um dado da operação, não a tarifa final nem o PLD horário.

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Atualização de 20 de setembro de 2026: o Custo Marginal de Operação (CMO) médio do Norte subiu para R$ 1.866,74/MWh na semana operativa de 19 a 25 de setembro, alta de 29,2% sobre a semana anterior. Nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste, o valor aumentou de R$ 68,52 para R$ 97,89/MWh.

O descolamento permanece amplo: a média do Norte é cerca de 19 vezes a dos outros três subsistemas. Nos patamares de carga pesada e média, o CMO do Norte chega a R$ 2.045,69/MWh; no leve, fica em R$ 1.609,98/MWh. Para os demais subsistemas, os valores são R$ 108,66/MWh, R$ 101,86/MWh e R$ 89,23/MWh, respectivamente.

O relatório da terceira revisão do PMO de setembro prevê Energia Natural Afluente (ENA) de 46% da Média de Longo Termo no Norte, 74% no Nordeste, 156% no Sudeste/Centro-Oeste e 263% no Sul. Esses dados compõem o cenário da operação, mas o documento não decompõe o aumento do CMO por causa e não permite atribuí-lo isoladamente às afluências.

A carga mensal do SIN foi revisada para 84.285 MW médios, 4,9% acima de setembro de 2025 e 1% abaixo da previsão inicial do PMO. O ONS também ressalta que o CMO não corresponde ao PLD horário nem à tarifa final do consumidor.

Semana de 12 a 18 de setembro

O Custo Marginal de Operação (CMO) médio do subsistema Norte foi fixado em R$ 1.444,32 por megawatt-hora (MWh) para a semana operativa de 12 a 18 de setembro. Nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste, o valor ficou em R$ 68,52/MWh.

Os números constam da segunda revisão do Programa Mensal de Operação (PMO) de setembro, publicada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em 11 de setembro. Em relação à semana anterior, o CMO do Norte subiu de R$ 289,25/MWh para R$ 1.444,32/MWh, enquanto o dos outros três subsistemas recuou de R$ 125,13/MWh para R$ 68,52/MWh.

Torres e linhas de transmissão de energia recortadas contra o pôr do sol.
Photo by Andrey Metelev on Unsplash

Imagem ilustrativa; a fotografia não documenta instalações específicas do Sistema Interligado Nacional.

Diferença aparece em todos os patamares

No patamar de carga pesada, o CMO do Norte alcança R$ 2.045,69/MWh. O mesmo valor vale para o patamar médio; no leve, o custo fica em R$ 581,48/MWh. Nos outros subsistemas, os valores são R$ 124,94/MWh no patamar pesado, R$ 112,52/MWh no médio e zero no leve.

O CMO expressa o custo calculado para atender a um acréscimo de carga em cada subsistema, considerando as condições do sistema e a otimização da operação. Ele não é a tarifa cobrada diretamente do consumidor. Também não deve ser confundido com o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), embora o CMO seja um dos elementos do processo de formação de preços. A Eletropauta explica essa distinção no guia sobre PLD, CMO e tarifa.

Afluências menores no Norte

Para a semana de 12 a 18 de setembro, o ONS prevê Energia Natural Afluente (ENA) equivalente a 50% da Média de Longo Termo (MLT) no Norte. A projeção é de 142% da MLT no Sudeste/Centro-Oeste, 275% no Sul e 72% no Nordeste.

O relatório também projeta redução da energia armazenada do Norte de 78,2% da capacidade máxima, em 11 de setembro, para 73,5% no fim do mês. A geração térmica indicada para o subsistema soma 2.404 MW médios: 1.654 MW médios por inflexibilidade e 750 MW médios por ordem de mérito.

Esses dados ajudam a descrever o cenário, mas o documento não apresenta uma decomposição que permita atribuir a diferença do CMO a uma única causa. O próprio ONS informa que limites de intercâmbio entre subsistemas são determinantes para a política de operação e para o CMO e podem ser influenciados por intervenções na rede de transmissão.

Demais subsistemas têm queda

No Sudeste/Centro-Oeste, no Sul e no Nordeste, o CMO médio semanal caiu 45,2% em relação aos R$ 125,13/MWh da semana de 5 a 11 de setembro. Naquele período, os quatro subsistemas haviam registrado redução, conforme a revisão anterior do PMO.

Para setembro, o ONS prevê carga média de 84.294 MW no Sistema Interligado Nacional, 4,9% acima da registrada no mesmo mês de 2025. A projeção cresce nos quatro subsistemas, com maior variação no Nordeste, de 10,7%.

Fontes

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